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Passos para uma mudança segura

Sabe-se que 5% dos resultados das mudanças vêm das máquinas; 15%, dos programas e 80%, dos colaboradores. Mas como melhorar a gestão de pessoas nesse processo?

Alessandra Assad

Você conhece a história da rã que foi colocada em um recipiente com água fria? A temperatura da água vai subindo aos poucos e ilustra exatamente o que acontece em uma infinidade de empresas. A rã só percebe que a água está muito quente quando já não tem mais condições de se salvar e, assim, acaba morrendo no momento da fervura da água. Qualquer semelhança com o ambiente corporativo é mera coincidência? Infelizmente, não.

No mundo dos negócios, a maior parte das pessoas ignora as condições que apontam a necessidade de mudar e, quando percebem, já não há mais tempo para reagir. Apesar de muitas já saberem lidar com a mudança, o que mais preocupa, na verdade, é saber se estamos treinando as pessoas adequadamente para lidar com a velocidade das modificações.

Agilidade, flexibilidade e velocidade são essenciais, principalmente porque sabemos que as alterações não acontecem em 24 horas - é um programa intensivo de ação, necessária em altas doses para que seja bem feito. O reconhecimento de que é necessário mudar surge, freqüentemente, no nível da alta administração, mas o sinal de alerta pode vir dos clientes ou das áreas que começam a se sentir travadas por um processo deteriorado ou por problemas de produtividade.

Qualquer que seja o ponto de partida desse processo é essencial que seja disseminado até abranger toda a empresa. Dessa forma, os empresários têm de levar em conta e priorizar a questão das pessoas à frente dos processos.

Não adianta impor novos processos para colaboradores sem, antes, envolvê-los com a importância e o comprometimento necessários para que as modificações aconteçam de forma positiva. E, por incrível que pareça, é fato que os funcionários operacionais são bem menos resistentes às mudanças que os seus líderes. Treiná-los para encarar esse processo com naturalidade é extremamente importante.

Mas é preciso começar pelos líderes, já que são eles os responsáveis por passar a credibilidade de que os colaboradores precisam para confiar em todos os processos que envolvem as modificações. Quanto mais segurança os funcionários tiverem no aspecto positivo da mudança, mais rápido as coisas acontecem.

Porém, apesar de muitos líderes - prestes a iniciar um processo - saberem que as pessoas são fundamentais, são tentados a se fixar mais em planos que não constam e aos quais não têm reações emocionais do que enfrentar questões extremamente difíceis e complexas, inerentes aos seres humanos. Contudo, sabe-se que 5% dos resultados das mudanças vêm das máquinas; 15%, dos programas e 80%, dos colaboradores. Mas como melhorar a gestão de pessoas e processos, considerando que são resultado direto do comportamento das pessoas? A seguir, algumas dicas.

Estimule a autoconfiança
Mostre aos colaboradores que o crescimento pessoal e profissional e a sobrevivência estão diretamente relacionados à capacidade de se adaptar ao novo e, principalmente, de ser um agente de mudanças.

Satisfaça necessidades e não vontades
Invista grande parte do seu tempo conversando com as pessoas sobre a necessidade de mudar.

Forneça aos liderados o que eles precisam e não o que eles querem
Explique o que deve ser modificado para que os colaboradores entendam a sua participação em todo o processo de mudanças e o que terão de fazer para conservar o empregos.

Sirva-os, em vez de querer que eles o sirvam
Em todos os processos, é importante deixar claro que o líder está junto com a equipe para deixá-la trabalhar, e isso inclui facilitar tudo o que estiver ao seu alcance para aumentar a velocidade da execução. Servir o grupo de trabalho e mostrar que esse é o seu papel faz uma diferença enorme nos resultados.

Certifique-se de que as razões das mudanças são transparentes para todos
É importante, acima de tudo, fazer os colaboradores entenderem que mudar pode ser fascinante e pode trazer muito mais oportunidades do que imaginam. Mas só poderá descobrir isso quem experimentar.

Não há mudança sem risco. No entanto, quanto mais a empresa demorar a acompanhar o dia-a-dia das modificações naturais, maior a chance de isso provocar algum tipo de desequilíbrio de gestão e afetar diretamente as pessoas envolvidas e os resultados projetados. Nesse caso, o risco é diretamente proporcional ao tempo que você ficar de olhos vendados, negando que a mudança é necessária e que você poderá transformá-la no seu maior ativo. É preciso não só aceitá-la, mas recebê-la bem.

Isso faz uma grande diferença para chegar ao sucesso. Afinal, "o que o fez ter sucesso no passado não o fará ter sucesso no futuro". Pense nisso e mude, antes que alguém faça isso por você.

Fonte: Revista Melhor Gestão de Pessoas

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A VANTAGEM COMPETITIVA DAS EMPRESAS ESTÁ NAS PESSOAS.

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